quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Contos Zen, mapas astrais, tarôs, ensinamentos de entidades e mestres espirituais, preceitos das mais diversas religiões, constatações da Física Quântica, viagens astrais, meditações – essas têm sido minhas principais sementes de aprendizado há um pouco mais de dois anos...
O conhecimento de possibilidades de transcender limitações e condicionamentos comuns a maioria de nós renovou o sentido da minha existência. O autoconhecimento e o conseqüente aperfeiçoamento e auto-realização passaram a ser meus principais objetivos. O tédio que costumava preencher intensamente meus dias e a dificuldade que tenho em me animar com típicas celebrações sociais impulsionaram consideravelmente o decorrer do caminho...
Dentre todas as exigências necessárias ao desenrolar do processo evolutivo, percebo a imensurável importância da paciência... Paciência para livrar-nos de hábitos involutivos, paciência para lidar com a incompreensão alheia, paciência para experienciar as desilusões imprescindíveis, paciência para suportar as cobranças fúteis de nosso meio capitalista.
Concretizar em palavras experiências que tive desde então exigiria um domínio do uso poético de metáforas que sinceramente não possuo...! Momentos de êxtase, de inexplicável alegria, momentos de profunda angústia sucedidos de absoluta paz interior, momentos de unidade, plenitude incomparável, momentos de solidão inexorável e intransponível... Todos eles permeados pela luz da consciência que paulatinamente promove a compreensão e a bem-aventurança.
Ah, quanto sou grata pela minha vida! Por tudo o que me foi permitido aprender até hoje, pelas pessoas inacreditáveis que tenho a honra de conhecer, pelo reconhecimento de nosso potencial infindável, pela oportunidade de estar aqui, neste exato tempo e espaço, para dissolver minha ignorância...

Existem milhares de desejos, mas no que se refere a anseio, há apenas um, o de voltar para casa, de encontrar sua realidade. E nesse próprio encontrar, você encontra tudo o que tem algum valor: bem-aventurança, verdade, êxtase.
Osho

- Camille Suellen

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fragmentos do Irredutível

Abraçar é abstrair o tempo e a distância. É tentar fazer com que o corpo expresse o inefável.

Meditar é tornar-se um com o todo. É perceber-se como energia amorfa e atemporal, diluindo-se no vazio da plenitude.

- Camille Suellen

domingo, 11 de janeiro de 2009


Nosso ser é como um poço profundo, pleno, transparente e infinito
Acima dele há folhas que formam o ego e tornam o etéreo poço escondido!
Jogam as folhas o tempo, as pessoas, a mídia e o sistema benquisto
Mantém controlados os egos – não podem conter o individuo!

Cada ser é como a visão volúvel e fascinante do horizonte
Limitada por nossos olhos e suposta por nossos pensamentos
Cada olhar tem em si o espelho que mostra e reflete a fonte
A fonte das intenções verdadeiras e dos inefáveis sentimentos

O amor, luz que espalha sorrisos e acrescenta asas
Tornou-se sinônimo de grades de egoísmo e jardins de lágrimas
Como é possível coexistir a luz e a escuridão?
Se o amor realmente existe, há alegria e libertação

Desejo que cada poço transborde derrubando as folhas e dissolvendo as grades
E que cada gesto reflita a fonte, iluminando as noites, as manhãs e as tardes!

- Camille Suellen